Por que o mar se perpetua.

Nesta manhã ensolarada de outono, gostaria de pensar um pouco contigo sobre a causa da perpetuidade do mar.
A vida é efêmera. Todas as coisas (até as montanhas!) estão em movimento. O que ontem era fato, amanhã já não mais existe e a existência vai tomando cor de transitoriedade cada momento.
Mas o que acontece com o mar? Como toda a criação, também se transforma todas os dias. Porém, olhando para ele, a impressão que tenho é que, de alguma forma, ele não morre. E me vejo analisando o seguinte:
O mar não tem medo de receber rios. No movimento da vida ele se permite misturar com águas de temperatura diferente das suas próprias águas e termina por ampliar-se ainda mais. De vários lugares os rios trazem suas experiências, um pouco de sua vida; suas propriedades de água doce se desembocam ali no mar, tão grande, tão amoroso, tão receptivo! Há pessoas assim. E quanto mais se relacionam com outras pessoas, serão ainda maiores, mais bonitas, mais ricas de vida.
Outro fato a se considerar é a biodiversidade das águas marinhas. A quantidade de ser vivo e sua multiplicidade, as cadeias e teias alimentares efetuadas no mar são quase incontáveis. De diversas cores, os seres vivos contidos naquele ambiente alegram a nossa vida como um quadro cuidadosamente pintado pelo Criador. Dizem os estudiosos que nosso oxigênio não vem das florestas, como tanto gente acredita – já que as árvores respiram quase todo o oxigênio que produzem. Os plânctons, seres do mar, são quem fabricam o ar que nos dá vida. Vivem num ambiente que lhes possibilita produzir para os outros. O ar é riqueza vinda especialmente de um meio que permite a variedade da existência. Que não guarda preconceitos no coração, que se expande com seriedade e beleza.
E o mar, com suas ondas, quebra na praia. Leva e traz materiais orgânicos e inorgânicos que possibilitam o ciclo da existência. Ele não tem medo de se perder, quando se permite ir e vir, quando tem coragem de caminhar por outras praias, outros terrenos.
Há pessoas assim. Você é assim se recebe pessoas e não as aprisiona, vivendo o doce movimento da existência; relaciona-se com a vida e seus fatos de forma livre, libertadora; viabilizador de vida. Se é cumpridor dos mandamentos do Criador. Há de ser assim pra sempre e deixar sua marca de vida e amor por onde tiver passado.

Ele te abençoe!!!!

Obs.: Este texto foi escrito por Ieda Sampaio em um outono passado.

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