Pensando melhor…

Ontem vi no Jornal Nacional uma matéria enorme sobre os ‘baderneiros’ de Brasília.
O pessoal ligado ao Sem Terra, destruindo tudo. MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra).
Não se justifica a agressão, a guerra. De fato.
Mas pensemos do ponto de vista deles:
Idosos, mulheres e crianças. Isso foi devidamente frisado por aquele telejornal. Além de homens. Umas trezentas pessoas.
Vindos geralmente do Nordeste, desde quando se entende que a zona rural não vale nada, não vale a vida e que a cidade – de preferência a cidade grande – iria possibiliar-lhes perspectivas.
Aliás. Coisa que nunca tiveram.
Há uma peculiaridade na exclusão brasileira. Os indivíduos são excluídos de que nunca possuíram. Não possuem o que nunca tiveram.
Sem terra. Sem chão. Sem direitos. Sem cidadania. Sem nada.
Quais são mesmo os dispositivos legais para a reforma agrária e para a tão aclamada justiça social? Eles têm sido cumpridos?
A Folha Online de 13.05.06 afirma ” MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) não conseguiu entregar sua pauta de reivindicações para o ministro Antonio Palocci (Fazenda). Um grupo de 12 coordenadores do movimento tentou levar o documento no gabinete do ministro, mas foi impedido.”
O telejornal acima referido entrevistou e publicou a afirmação de um político de que o presidente Lula “ainda” recebe e conversa com essas “pessoas” (E, a propósito, são gente, gente?!) .
Pelo menos humano nosso presidente é.
Gosto de pensar – como na história de Alice no País das Maravilhas – do ponto de vista do rato.
O gato é um opressor.
Como somos.
Ponto.

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