Índice Hipotético

Tudo bem. Estou sabendo que há pessoas “se dando bem na escola” por causa desses textos aqui do meu blog. E, para mim, isso é bastante interessante e engraçado.

Hoje cedo recebi uma mensagem de alguém agradecendo um dos textos daqui e afirmando que levou vantagem com a professora por causa dele. Só que, ao final, pontuou também que não entendeu nada de meu texto.

Como é que pode? Rs.

Como “tudo vale a pena se a alma não é pequena” , como diria o poeta português Fernando Pessoa, fiquei inspirada para ajudar a quem precisar em trabalhos científicos. De modo especial, em monografias.

Eu sofria muito na época de fazer monografias. Era como se as disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica não pudessem me ajudar tanto na elaboração dos textos.

Normalmente os professores pediam 40 ou 60 páginas. Já me pediram 120. Rs. Haja texto para preencher tantas folhinhas em branco!

A dica? Está certo: vou direto ao assunto:

Faça um Índice Hipotético! E o que isso significa?

Todo mundo sabe que índice é “enumeração detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos, acontecimentos etc., com a numeração de sua localização no texto (NBR 6034)”.

Por exemplo: Daniel Lima de Souza, aluno da FIOCRUZ desejava falar sobre “O Direito Sanitário e a Água para Consumo Humano”. Então esse é seu tema.

Dentro desse assunto ele optou por falar sobre quais vertentes? Saúde e Meio Ambiente; Direito à Saúde; Disponibilidade dos Recursos Hídricos, Legislação sobre Recursos Hídricos, Direito Público e Direito Privado. Além da Introdução e da Conclusão.

Ou seja: tendo escolhido um tema, ele se preocupou em escolher os assuntos com os quais ele deveria trabalhar para dar corpo ao seu trabalho monográfico.

Eu chamo de Índice Hipotético àquele ‘esqueleto’ do meu texto. Aquilo que defino ou na mente ou no papel sobre o que deverei escrever, tendo o cuidado de não fugir do tema proposto por mim mesma. Depois de minhas leituras vou enchendo o texto. A partir desse índice eu saberei discernir sobre o que ler, quais autores vou precisar lançar mão. Coisas assim.

O Índice Hipotético seria, então, a escolha de um conjunto de sub-temas sobre os quais, de forma hipotética, vou escrever.

É a partir deles que vou delinear minha escrita e que deverei definir o norte sobre o qual vou seguir adiante. Para não fugir do tema. Para enriquecer meu texto. Para tornar interessante meu trabalho escrito.

Quando eu faço um Índice Hipotético estou antevendo a minha linha de pesquisa e meus objetivos específicos. Estou tecendo a grade que deverei preencher. E isso tornará menos sofrido escrever porque vou pesquisar, dentro do que previ anteriormente, a partir de cada assunto escolhido dentro do tema, meus livros, minhas páginas na Net. Vou buscar ver filmes sobre os meus sub-temas. Ler jornais. Ouvir pessoas… Vou tentar dialogar com meus diversos autores e assumir posturas frente aos mesmos: contra ou a favor, vou escrever o que concordo ou em quê discordo em relação às suas idéias.

Esse movimento todo dará corpo e vida ao meu texto. Além de, através das leituras que irei fazendo por todo o percurso, poderei ampliar minha visão, dar ênfase ao que eu encontrar de importante e saber fazer os recortes necessários.

E se é hipotético, meu índice será flexível. E poderei, então, falar sobre outro sub-tema que, ao longo da caminhada, julgo ser mais pertinente.

Apagando aqui… Somando ali. Vendo, revendo, lendo… Todas as formas de olhar servem para me ajudar a construir meu trabalho.

Escrever é altamente prazeroso se você conhece o assunto, se gosta de fazer perguntas e se possui curiosidade epistemológica: quer conhecer.

Espero ter contribuído. Mas preste atenção: copiar e colar meus textos sem citar a fonte não pode!

Boa sorte!

Fonte: imagem.1

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