Imunidade.

Quase não é possível, eu sei.
Mas gostaria de estar imune das desigualdades sociais que assolam o mundo e geram violência e dor.
Amaria ver meu mundo – toda a Terra mesmo! – livre de qualquer sistema opressor. De esquerda ou de direita.
Queria muito ver toda a natureza em harmonia consigo mesma e equilibrada com as invensões humanas. (Vem cá! Elas não vieram para isso?).
Gostaria muito de ver meu mundo menos consumista e, ao invés de objetos, homens e mulheres serem, de fato, cidadãos do mundo.
Queria estar Imune de coisas e pessoas que aprisionam a mente dos outros com imposição de culpas e medos.
Estar imune dos aparelhos ideológicos que nos impõem valores que, de tanto ouvir e ver, somos forçados a aceitá-los como premissas únicas e verdadeiras. Imune de igrejas, familias, da mídia, dos medos, das leis, das forças militares etc.. A Sociologia Crítica de Pedrinho Guareschi, sabe muito bem do que falo.
Sonho em ver as pessoas livres dos preconceitos que nos assolam e corroem nossa existência. E – pior! – destroem outros seres humanos. Preconceitos linguísticos, raciais, sexuais, religiosos e/ou de qualquer outro tipo.
Imune de falsidades. Inclusive daquelas que surgem de nossa própria casa.
Imune de estar imune. Porque viver é necessário e luta é sempre lugar de reflexão e crescimento.
Imune de mim. Para não ouvir de meu interior o que me impede de ser mais.
Imune!

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