Homem ou mulher?

Ele se senta na mesa numa posição em que dá para ver a entrada da casa e a outra porta da cozinha. O gesto é de atenção, embora tudo esteja tranquilo e seguro. Seu instinto é de controle e dominação, como eram seus parentes/machos antigos, lá da caverna.

Ela é diferente. Bem diferente: se senta na mesa verificando se todos os talheres estão disponíveis, se cada um tem copo e prato adiante, se todos já se serviram. Vai e, finalmente se serve. Come. Come mas pergunta a um e a outro se quer mais isso ou aquilo, se gostou dos legumes. Além disso ela pergunta se estou triste, se está tudo bem. Ela sente na cara da gente se há algo de errado: ela é mulher.

Estamos na época de pensar em coisas como pós gênero: há linhas teóricas que defendem a idéia de criar a criança sem imposição de cor-de-rosa para las ninãs e carrinhos para os meninos para que eles descubram por si sós o sexo, ou melhor, a expressão sexual que seguirão quando puderem discernir pessoal e particularmente suas preferências.

Entretanto, quero ainda me aprofundar na idéia de que “Homens São de Mártir e Mulheres, de Vênus” e perguntar “Por que Homens Fazem Sexo e Mulheres Fazem Amor”. Sim, porque esse também é um questionamento que ainda não conseguimos, mesmo com toda a tecnologia, todas as pesquisas e todos os possíveis mapeamentos cerebrais, responder completamente.

Sei que há controvérsias para as diferenças entre homens e mulheres, embora não se possa discutir que, de um modo geral, os músculos dos homens são mais fortes e a mulher, como no caso acima, tem mais facilidade de encontrar objetos pequenos dentro da geladeira, de perceber com maior facilidade as oscilações emocionais dos outros etc.

Está mais que constatado, até a partir de exames do cérebro que homens e mulheres são diferentes e que cada um dispõe, por evolução ou por disposição hormonal, de diferentes componentes cerebrais, de diferentes características, diferentes jeitos e formas distintas.

Cada um possui específicas inteligências para esta ou aquela questão. Raramente uma mulher, por exemplo, tem muita facilidade para lidar com cálculos ou aptidão para utilização de mapas. Já os homens “preferem” falar menos, tem menor habilidade para cuidar da casa ou de detalhes. Claro que tudo isso tem exceções, mas é o que se vê.

Na Revolução Feminina – que ainda está em andamento e parece ser a revolução mais longa da história – a mulher estava mais interessada em ser respeitada como pessoa humana e com o poder de escolha de ter filhos ou não do que viver em competição com o homem, como se prega por aí.

Gosto de saber que há coisas das quais não tenho a menor habilidade e que posso contar com o outro – ele-macho – para resolver para mim. Também não vejo o menor problema em mostrar aos meus queridos colegas, amigos ou ao meu marido que o documento de que precisam (e que estão há horas procurando), está logo ali, na primeira fileira, à sua frente.

Somos iguais como seres humanos. Somos diferentes em nossas inteligências e habilidades. Um pode enriquecer o outro, sempre. Aí é bom. Pensar assim vale a pena.

Humanos é o que somos. Simples e complexo assim.

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