En definitivo no me gusta desplazar!


Não, eu não gosto.

Dá uma agonia imensa.

Uma sensação de que tudo vai explodir comigo lá dentro, com a gente.

Um barulho enorme do atrito das rodas com o chão.

Mas é necessário.

Como Camila diz: significa pisar no chão e ver que tudo ocorreu dentro da normalidade.

Então consideremos, Mila!

Aterrizar, na saída ou no retorno, nos dá o sentimento de que chegamos. Ou no objetivo em que se queria ir ou no ponto do qual se partiu.

Como diriam Milton Nascimento e Fernando Brant: “o trem que chega é o mesmo trem da partida.”

Mas o terrível ruído da chegada é sempre amedrontador. Ainda que fascinante!

Juro que não gostaria de ter de passar por isso mas é próprio de quem está no caminho.

E minha estrada é longa. Além de eu ainda não ter chegado ainda quase em lugar algum.

Dá medo aterrizar. Mesmo sendo isso extremamente necessário.

Pôr os pés no chão. Se encontrar.

Checar os últimos detalhes da chegada e reconhecer que é a partir dali que se deve reiniciar. Às vezes do zero. Outras de determinado ponto do próprio retorno.

Retorno a si mesmo, em tantas vezes.

Então embora não seja isso o que eu queria é exatamente do que necessito.

Ainda que me dê medo é aqui mesmo o ponto em que eu gostaria de estar.

Além do mais, chegar e voltar são verbos que me perseguem e fascinam.

Tenho medo, sim.

Ao mesmo tempo tenho necessidade disso.

Como som e silêncio necessitam coexistir.

Al Otro Lado del Río de Jorge Drexler, fala um pouco disso: navegar é preciso.

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río.”

Há um ano essa música chegou á minha vida de um jeito estremo. Feliz. Num dia especial.

E a tendência é ela continuar me movendo pra frente porque é necessário que seja assim.

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