Bullying

Há pouco tempo a palavra bullying nem era conhecida. Agora virou tema importante na mídia, nas escolas, na família.

Engana-se quem pensa que se trata de algo novo. O termo agora vem à tona para tratar algo que já vem causando sérios prejuízos psíquicos há muito mais tempo do que se imagina.

Apelidos pejorativos, um comentário de mal gosto que pega, que faz sucesso na turma e daqui a pouco a criança ou o adolescente está completamente envergonhado, subestimado, ridicularizado e ferido. Sua autoestima prejudicada, talvez, pelo resto da vida.

Mas onde nasce, necessariamente o comportamento que gera a violência para com o coleguinha? Onde nasce o bullying? De onde vem essa forma desrespeitosa e prejudicial de tratar o outro?

Infelizmente, da própria família. É isso mesmo. Quando o pai se compara com o vizinho e se considera mais rico, mais forte ou mais bonito que o vizinho; quando a mãe critica todas as colegas de trabalho pontuando que se vestem mal… Quando o irmão mais velho aponta o amigo como feio ou cheio de defeitos… Esse tipo de comportamento gera na criança a idéia de que o outro não é lá tão importante ou não valha muita coisa.

Se na família a gente conseguisse gerar uma cultura de profundo respeito, de tolerância, de diálogo e de reverência aos outros – a todos os outros – a gente não tinha que sofrer com tantas vítimas envergonhadas, subestimadas, humilhadas e afetadas em sua autoestima.

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