Adoção

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Adotar é um ato de amor. É amor-ação, com deve ser o exercício de amar.

Uma ação que envolve toda a família e que aquece o coração de todos ao redor, pois cada vez que uma criança é acolhida é como se deixássemos o reino de Deus entrar em nossa casa. O próprio Cristo faz a representação de que deles, dos pequeninos, é o Reino dos Céus.

Toda criança tem o poder maravilhoso de nos provocar sorrisos, de nos fazer lembrar a nossa época, o nosso passado. Ver seu desenvolvimento é uma das graças que temos como adultos.

Aquele corpinho crescendo, as mãozinhas pequenas… As primeiras palavras… Há coisa melhor que isso, gente? É o milagre da vida! Isso tudo nos enche o coração de alegria.

E não importa se a criança tem nossos traços biológicos ou não. A doçura, a ternura, a sinceridade sem medo do pequenininho que está adiante de nós nos inspira, nos dá esperança para dias melhores.

Quero compartilhar hoje com vocês algumas ideias sobre adoção, inspirada pelo portal filhosadotivosdobrasil.com.br.:

“A primeira lógica é que tanto os que têm filhos biológicos quanto os que os têm por adoção geram, verdadeiramente, seus filhos. A inexistência dos laços genéticos não invalida as relações parentais.” Isso significa que o envolvimento afetivo pode ser muito mais forte e significativo – e quase sempre o é – do que as marcas da biologia em nós. Quem tem filhos adotivos sabe bem disso.

“No seu sentido mais profundamente existencial, o filho adotivo surge como um agente de realização e de prazer, mesmo quando sua trajetória é tumultuada e difícil.” Neles, nos adotivos, nós podemos nos realizar como pais e mães completos.

O velho preconceito de que o filho adotivo nos trará problemas sérios no futuro cai por terra diante da lógica de que tudo de bom ou de ruim que pode acontecer ao futuro do filho adotivo também pode acontecer com o filho biológico. Nesses casos, a criação e a educação dos pais afetivos  conta muito e faz muita diferença.

Pais de filhos adotivos devem agir com o mesmo amor, a mesma segurança e disciplina, que teriam com filhos biológicos, orientando-os sobre o caminho a seguir.

“Procriar é uma condição dada pela natureza; criar é uma responsabilidade ética entre os homens. Procriar é um momento; criar é um processo. Procriar é fisiológico; criar é afetivo.”

Criar envolve amor, noites perdidas, cuidado amplo e incondicional. Benditos aqueles que cuidam e que criam.

É importante que a criança seja encaminhada para se sentir sujeito ativo na relação com a família. Desenvolver a ideia de que ela, a criança adotiva, também nos adotou, também nos aceitou e nos ama, vale para dar ao pequeno o sentimento de que ele também é participante desse processo de ser na vida, de se relacionar com os outros. Ela também é sujeito ativo, a criança também é um ser humano com vontades, desejos e capacidade de realizá-los.

Gosto da premissa de que “Todos os filhos são biológicos e todos os filhos são adotivos. Biológicos, porque essa é a única maneira de existirmos concreta e objetivamente; adotivos, porque é a única forma de sermos verdadeiramente filhos.” Fica a dica.

Devemos dizer a verdade. Aos poucos, ainda que a criança pareça não entender ainda as palavras.  Com respeito, com bom senso, sem mentiras ou fantasias sobre o assunto. Toda pessoa humana tem o direito de saber a verdade sobre sua origem.  A verdade será boa se ela vier com afeto, com amor. Se ele souber da verdade pela boca de terceiros ele poderá se sentir traído ou envergonhado.

As palavras “adoção”, “adotado”, “adotivo” devem ser frequentes e positivamente faladas dentro de casa. Não devemos ter medo delas e a criança, mais cedo ou mais tarde, certamente ouvirá comentários sobre o assunto. É bom que já estejam familiarizadas com o tema.

Ter filhos é uma dádiva de Deus. Filhos são filhos e merecem nosso amor confiante e seguro. Sempre.

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