Transitoriedade da vida

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Freud e dois amigos caminhavam num dia de verão, no campo… O  cenário à volta era um acalorado dia de sol, um momento alegre e cheio de beleza. Havia flores e paz.

Contudo, um dos amigos não via naquilo qualquer valor, pois ele sabia que aquilo tudo não sobreviveria, não resistiria ao inverno denso e congelado das terras europeias.

As flores nascem, nutrem a alma, alegram nosso coração, nos deixam felizes e morrem.

“Tudo passa, tudo sempre passará” é o que diz a letra de uma música bastante conhecida aqui no Brasil.

Ficar abraçadinho, com a pessoa querida, em momentos de frio é bom; mas chega a dar pena, pois esse momento vai passar. Como passa o dia de alegria, como nossos filhos crescem e perdem a infância tão rapidamente e como nossos amados se vão. A vida é efêmera, é transitória, é passageira.  Tudo passa.

O que ontem lhe trazia alegria, hoje é somente uma vaga e distante lembrança em sua memória.

Como bom pesquisador da alma humana, Freud afirmava que o fato de a alegria e a beleza serem passageiras, elas não perdem seu valor. Elas ainda valem para alegrar nossa alma, para nutrir nosso coração. “Uma flor dura apenas uma noite. Nem por isso nos parece menos bela”, dizia.

A beleza, a arte, a alegria, o que nos faz sorrir, tem seu valor, embora possam ser passageiros.

Se a vida passa, o conselho dos antigos e da sabedoria seria: aproveite cada minuto como se fosse o último. Colha o seu dia, aproveite o tempo. “Carpe diem” é a ordem. Faça algo para o bem comum ou incline seu coração para aproveitar cada detalhe do que é bom e se fortalecer para o dia mal, caso ele chegue.

A orientação do livro de Eclesiastes (Eclesiastes 9:7-10) é: “…vá, coma com prazer a sua comida e beba o seu vinho de coração alegre, pois Deus já se agradou do que você faz. Esteja sempre vestido com roupas de festa, e unja sempre a sua cabeça com óleo (símbolo de alegria). Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, todos os dias desta vida sem sentido que Deus dá a você debaixo do sol! Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol. O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.”

E se os dias aqui são realmente congelados e frios, se chegam a lhe desanimar, sugiro que fique com a perspectiva do céu, das promessas do Senhor Deus, com o coração contrito como o do autor da música Exilado, que está na Harpa Cristã:

“Da linda pátria estou bem longe;

Cansado estou;

Eu tenho de Jesus saudade,

Oh, quando é que eu vou?

Passarinhos, belas flores,

Querem m’encantar;

São vãos terrestres esplendores,

Mas contemplo o meu lar.

Jesus me deu a Sua promessa;

Me vem buscar;

Meu coração está com pressa,

Eu quero já voar.

Meus pecados foram muitos,

Mui culpado sou;

Porém, Seu sangue põe-me limpo;

Eu para pátria vou.

Qual filho de seu lar saudoso,

Eu quero ir;

Qual passarinho para o ninho,

Pra os braços Seus fugir;

É fiel – Sua vinda é certa,

Quando… Eu não sei.

Mas Ele manda estar alerta;

Do exílio voltarei.

Sua vinda, aguardo eu cantando;

Meu lar no céu;

Seus passos hei de ouvir soando

Além do escuro véu.

Passarinhos, belas flores,

Querem m’encantar;

São vãos terrestres esplendores,

Mas contemplo o meu lar.

O olhar para cima, para frente. O olhar confiante de quem deu um passo além de si mesmo e da sua vida passageira para se permitir desfrutar a transcendência, o divino, o que está para além de nós, acima de nós. E que é nossa esperança.

A ideia bíblica, neste contexto, é que “Seca-se a erva, murcha-se a flor, mas a Palavra do Senhor subsiste eternamente”.

 

Uma ideia sobre “Transitoriedade da vida

  1. A vida no planeta terra é uma vida oprimida, pobre e doente. O mistério atropela os não humildes. Mistérios superpõem mistérios. A coisa é chiquérrima, inteligentíssima e instigante. As bem aventuranças estão no cerne das pregações de um homem histórico em que nosso instinto o repulsa e paradoxalmente é o senhor do cosmos. Nossa história tem gerência eterna e script estratério, mistura de estratégia com mistério. Baixe suas armas, fique frio!. Espere, lute, não com armas, mas com seu modo de ser. Vou parar por aqui!. Chique demais a coisa!. Será que eu também tenho vergonha de falar o nome do mestre?. O homem só será livre quando tiver matado o último deus. Aquele mestre incomoda, mas é o mestre, quer você queira, quer você não queira. Após o último suspiro, os humanos independentes de quem foram, agora transmutados em alma se extasiam ou se repulsam com o encontro cara a cara com o mestre. É uma encruzilhada fatal, para cima ou para baixo!. Chiquérrimo demais e eu ainda não parei?…:). É que o mestre era um sujeito irônico e incisivo, jamais debochador e ofensivo. Agora vou parar, é que ele, o mestre, o grande, me deu sinais e me autorizou divulgar doravante seu nome porque já matou a morte morrendo: Jesus Cristo!…:)

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