Como vai o seu nariz?


De pinóquio, ou palhaço
Como vai o seu nariz?
Curioso, enxerido!
Todo assim é seu nariz.

Cheirador, descobridor
E também pesquisador
Fino, longo, achatado
Algo que o boi pisou.

Um nariz que chega adiante
Antes mesmo que você
Forma bem o seu rostinho
(Apertado é carinho)
Quão gostoso é respirar!

Se está congestionado
Vije! Atchim! Cuidado!
Vermelhinho já está.

Pode ser muito engraçado
Mas vai merecer cuidado
Pra voltar a se empinar.

E dar vida, alegria
Animar seu coração
Que já está se deliciando
Pelo fim dessa canção.

(Obs.: a imagem é do site www.clinicadaalegria.blogspot.com)

Tristeza


Como num dia triste
A gente peca, desfaz promessa
Arranha a aliança e desconversa
O que era forte – mais que a morte
Se desconstrói.

Como manhã chuvosa
Noite escura, céu sem estrela
Riso forçado
A gente esquece o que alegrava o coração

Cristo, meu doce amigo
Sugere a calma
A tolerância, a esperança – força na dor.

Mostra o caminho
Que recupera, que dá alento
Aponta um norte e muda a sorte
Do existir.

Te Vejo Poeta


Te vejo poeta quando nasce o dia
E no fim do dia
Quando a noite vem

Te vejo poeta na flor escondida
No vento que instiga
Mais um temporal

Te vejo poeta no andar das pessoas
Nessas coisas boas
Que a vida me dá

Te vejo poeta na velha amizade
Na imensa saudade
Que trago de lá…

Contudo um poema
Tua obra de arte
Destaca-se à parte
Numa cruz vulgar

Custando o suplício do Teu Fiho amado
Mais alta expressão do ato de amar.

(Por falta de inspiração para escrever apresento hoje aqui uma das músicas de que mais gosto, que me inspira e anima a alma.

Ela está no CD “Pra Cima Brasil” da Regina Mota.

O produto final ficou lindo e tem a participação de muita gente boa.

Vale a pena ouvir a música.).

Claridade e luz.

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” (João 3:19 – Bíblia Sagrada).

É na luz que se vê a verdade.

Na claridade é que se pode perceber

As falhas, a ilusão, os equívocos.

Acomodar-se à escuridão

É justamente optar por continuar em trevas.

É opor-se à claridade, à visão acurada que indicaria o melhor caminho.

Ao menos daria luz à existência

Poupando os pés

De feridas que poderiam ser evitadas.

Optar pela escuridão é adotar a mentira como estilo de vida.

Seguir na inverdade.

A penalidade de quem escolhe a escuridão

É justamente andar vacilante.

Errante.

Machucando seus próprios pés.

E os pés dos outros.

“Se os olhos forem bons

Todo o corpo será bom

Se a luz que há

For trevas

Quão grandes serão essas trevas.”

Os dias de maio podem até ser claros

A vida inteira, não.

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Canção de Pedro…


Canção de Pedro

Ainda me lembro quando vieste aqui,
Sentaste a mesa e partiste o pão,
Dizendo coisas que eu não entendia, e dizia “não”…
E fiz promessas de jamais faltar,
Andar contigo, te acompanhar;
Mas quando foste ao monte em meu lugar,
o primeiro fui a te negar…

Ainda me lembro… o tom da Tua voz,
Quando lavaste aos pés de todos nós,
E o teu olhar dizia que um dia eu ia entender;
Mas não podia nem imaginar,
O sofrimento que te vi passar
Quando subiste ao monte em meu lugar,
Mesmo sem merecer…

E hoje aqui, Tu vens a me dizer
Que nada importa tudo o que passou;
E me convidas a andar contigo,
Me aceitas como sou…
Se o Teu rebanho vens me confiar,
Tudo o que tenho quero te entregar
A minha vida é tua:
Nunca mais eu quero te deixar…

Esta letra é do meu amigo Adriano Estevam. Foi musicada por ele mesmo e por Joe Edman em 25.07.1996, quando ainda éramos adolescentes.

Perdoar é algo típico do ensino do Cristo de Deus.

Mas confesso que tenho dificuldade de ver com os mesmos olhos alguém que tenha me traído ou descepcionado.

A proposta do perdão é profundamente difícil de ser cumprida, embora seja possível (e preciso!) tê-la como pano de fundo para a existência.

Li um pensamento que afirmava que, na cena do pátio, quando Pedro acabara de negar a Cristo, O Senhor estava aprisionado fisicamente mas livre o coração e que seu olhar para Pedro já era, imediatamente, um olhar de amor.

Pedro, por sua vez, encontrava-se extremamente preso em suas dores existenciais ainda que civil e militarmente livre.

Que coisa tremenda!

Eu quero poder viver – viver muito – isso tudo.

Parabéns, meninos!

A música é linda! Tem consistência bíblica – tão rara nas produções de nossos dias.

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Isto ou Aquilo


Isto está perto
Indica certeza
Aquilo está longe
Distante e frio.
Isto eu pego
Transformo, admiro
Aquilo? Não sei
Muito certo onde está.
Isto me deixa segura
Eu afirmo
Aquilo… não tenho certeza
O que será.
Aquilo vai longe
Em meus questionários
Isto, aproprio,
Vai perto de mim.
Se falo isto
Insinuo aquilo
Pontuo: eu sei, mas não tudo
Em minha amplidão
E em meus limites
Não sei onde ou o que são.
Isto ou aquilo
Eu não os defino.
Os meus olhos míopes
Se iludem com isto
E posso estar certa
Daquilo bem lá.
É isto ou aquilo?
Não sei
Não termino
Quem pode, enfim
Sobre isto (ou aquilo) afirmar?

Figura