Navegar é preciso…


Este fim de semana prolongado foi especial, dentre outros.
Eu, Joe, Tote, Rute, Giulia e Raquel fomos à Serra Grande, à casa de praia do Pr. Jess Carlos. Uma delícia!!!
Comemos carne na pedra – uma especialidade de um restaurante por lá. Vimos aquele lugar lindo, ma-ra-vi-lho-so e jogamos cancan (um jogo muito legal).
Curtimos bastante todos os momentos.
Mas na volta…
Chovendo muito, pegamos a estrada às 15:00 horas. Não víamos nada na estrada. A viagem seria vencida em 2:30 horas e gastamos oito horas para chegar em casa. Erramos o caminho, pegamos uma estrada desconhecida cheia de pneus deixados por lá. Talvez aquilo tenha sido idéia de bandidos para assaltar carros. Desta, nos livramos. A estrada era estreita e, com muita chuva, vimos uma fazenda no meio do caminho onde tinham uns pontos de luz. Entramos nesse caminho para fazermos o retorno e… o pneu trazeiro furou. Rute começou logo a chorar. Uma tragédia poderia acontecer. Não enxergávamos nada devido à forte chuva. Então, mesmo com o pneu furado, voltamos àquela fazenda pois ali havia luz e tentamos, na chuva, trocar o pneu. Nenhum êxito: o macaco caiu embaixo do carro, que ficou estacionado numa ladeira – não havia outro lugar mais seguro e iluminado por ali.
O macaco quebrou e ficou embaixo do carro. E se déssemos uma ré para tentar tirar o macaco de debaixo do carro? Joe fez isso. Com o carro só com as três rodas! Tote tentou tirar o macaco dali e não conseguiu. Os meninos então suspenderam com as mãos o carro e eu tirei, enfim, o instrumento que também ficou quebrado pelo peso do carro. Não havia apoio naquela terra molhada cheia de brita para trocarmos o pneu!
Rute chorava e estava desesperada. As crianças ficaram agitadas um pouco mas depois se tranquilizaram…
(Vale ressaltar que meu namorado Joe suspendeu sozinho o carro várias vezes. Rs).
Eu vi um ponto de luz na fazenda e comecei a gritar por ajuda até que as pessoas que estavam naquela casa se cansaram de mim e – talvez com muito medo – veio um homem nos ajudar. Trouxe uma tora bem grande que não resolveria muita coisa já que estávamos num ponto inclinado e aquilo ia sair rolando debaixo do carro, ladeira abaixo. Não ia funcionar. Pedimos a ele então umas tábuas para fixar melhor o macaco e, muito molhados, os meninos finalmente conseguiram trocar o pneu depois de quase duas horas e meia.
Voltamos os dezoito quilômetros que tínhamos viajado pelo caminho errado e, com orientação daquele homem da fazenda, em pouco tempo chegamos muito tensos e preocupados com a possibilidade de acontecer outro evento assim até a borracharia.
Fizemos a força do pneu, verificamos todos os outros e retomamos o caminho para casa.
Ontem foi um dos dias mais perigosos de minha vida.
Graças a Deus chegamos meia noite em casa, sem chuva (rs) sãos e salvos.
Que delícia!

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