CULTURA DO BEM

davidluiz

Num dos últimos jogos da Copa do Mundo de 2014 ocorreu um fato que deixou o mundo chocado e especialmente os brasileiros muito tristes: Brasil contra Colômbia, lutando pela vitória, vivendo momentos de tensão e grande expectativa e eis que um jogador colombiano bate o joelho nas costas do jogador Neymar, causando sua exclusão da Copa, a quebra de seus sonhos, a destruição de seu maior desejo que era ser campeão do mundo.

 

Na entrevista que o jogador colombiano deu a alguns jornalistas, ele afirmou que não era sua intenção machucar Neymar, pediu desculpas mas disse que seus colegas tinham sofrido faltas do jogadores brasileiros, deixando claro, nas entrelinhas, que sua intensão certamente era o de descontar, de se vingar do time brasileiro.

 

Ao final do jogo, o jogador David Luiz, da seleção do Brasil, vai consolar um dos jogadores do time colombiano que chorava amargamente o resultado final que dava vitória ao time do lado de cá.

 

De um lado, uma possível vingança, a construção do mal, a dor de Neymar e a tristeza de todos os brasileiros. Aquele jogador havia chorado aos berros, sinalizando claramente que sua dor não era só física. Era dor emocional também. Era a dor da perda, do desligamento de seus sonhos, da grande frustração que estava vivendo por perceber que não voltaria mais aos jogos pelo menos nessa Copa.

 

Por outro lado, David Luiz consolando, abraçando, limpando as lágrimas do adversário.

 

O exemplo do David Luiz foi uma mensagem surpreendente para o mundo: como acolher o suposto inimigo? Como sentar-se à mesa do amor com ele? Como abraçar e beijar o time oposto, o outro?

 

Acredito que o bem se faça assim: na desconstrução do mal.

 

É o que diz a carta aos Gálatas: “Façamos bem a todos” . Indistintamente. Sem  reservas, a tempo e fora de tempo. Sempre.

 

Eu não acredito em palavras, em afirmações positivas. Palavras não tem tantos poderes mágicos assim: você pode fazer o mal a quem você chama de “abençoado”, por exemplo.

 

David Luiz marcou o mundo com o seu poder de perdão, de desconsiderar o mal que seu time havia sofrido, por conseguir amar.

 

David Luiz entra para as páginas da história como herói, não só por ter sido um grande jogador, mas por ter superado as expectativas, por ter sido um homem capaz de, olhando para frente e não para o mal, cuidar, fazer o bem, amar.

 

 

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