Canção de Pedro…


Canção de Pedro

Ainda me lembro quando vieste aqui,
Sentaste a mesa e partiste o pão,
Dizendo coisas que eu não entendia, e dizia “não”…
E fiz promessas de jamais faltar,
Andar contigo, te acompanhar;
Mas quando foste ao monte em meu lugar,
o primeiro fui a te negar…

Ainda me lembro… o tom da Tua voz,
Quando lavaste aos pés de todos nós,
E o teu olhar dizia que um dia eu ia entender;
Mas não podia nem imaginar,
O sofrimento que te vi passar
Quando subiste ao monte em meu lugar,
Mesmo sem merecer…

E hoje aqui, Tu vens a me dizer
Que nada importa tudo o que passou;
E me convidas a andar contigo,
Me aceitas como sou…
Se o Teu rebanho vens me confiar,
Tudo o que tenho quero te entregar
A minha vida é tua:
Nunca mais eu quero te deixar…

Esta letra é do meu amigo Adriano Estevam. Foi musicada por ele mesmo e por Joe Edman em 25.07.1996, quando ainda éramos adolescentes.

Perdoar é algo típico do ensino do Cristo de Deus.

Mas confesso que tenho dificuldade de ver com os mesmos olhos alguém que tenha me traído ou descepcionado.

A proposta do perdão é profundamente difícil de ser cumprida, embora seja possível (e preciso!) tê-la como pano de fundo para a existência.

Li um pensamento que afirmava que, na cena do pátio, quando Pedro acabara de negar a Cristo, O Senhor estava aprisionado fisicamente mas livre o coração e que seu olhar para Pedro já era, imediatamente, um olhar de amor.

Pedro, por sua vez, encontrava-se extremamente preso em suas dores existenciais ainda que civil e militarmente livre.

Que coisa tremenda!

Eu quero poder viver – viver muito – isso tudo.

Parabéns, meninos!

A música é linda! Tem consistência bíblica – tão rara nas produções de nossos dias.

Foto

Deus-nos Luz…


Neste mundo cheio de trevas
Ele trouxe-nos sua luz

Trouxe paz em meio à guerra
Por nós sofreu numa cruz.

Seu retrato nós não temos
Nem sabemos a sua cor

Mas seus ditos transformaram homens
E os inundaram de amor

Muitos lhe chamaram de Jesus
Ele era um homem sem igual

Foi humilde e manso o meu Jesus
E quanto amou e deu-nos luz.

Deixe a Sua luz brilhar
Para você e para mim
Dissipando a escuridão e o medo
Para conceder vida, enfim

…………………

Não sei quem é o(a) compositor(a) dessa letra. Nem quem compôs a música, mas eu ia todas as noites de domingo à igreja e ouvia uma linda mulher cantando isso.
Eu sempre dormia no colo de minha mãe. Era bom.
Ficou no coração para sempre a melodia. A letra… E outro dia cantei isso lá na minha igreja.
Bons tempos aqueles em que a gente só ouvia falar de problemas lá de fora. Parecia que era tudo de plástico, meio de brinquedo ou irreal.
Hoje eu fico ao mesmo tempo, chocada pelas tragédias da vida e fascinada pela beleza e pelos milhares de pontos de luz da existência.
Vale a pena, sim, viver…

Foto

Isto ou Aquilo


Isto está perto
Indica certeza
Aquilo está longe
Distante e frio.
Isto eu pego
Transformo, admiro
Aquilo? Não sei
Muito certo onde está.
Isto me deixa segura
Eu afirmo
Aquilo… não tenho certeza
O que será.
Aquilo vai longe
Em meus questionários
Isto, aproprio,
Vai perto de mim.
Se falo isto
Insinuo aquilo
Pontuo: eu sei, mas não tudo
Em minha amplidão
E em meus limites
Não sei onde ou o que são.
Isto ou aquilo
Eu não os defino.
Os meus olhos míopes
Se iludem com isto
E posso estar certa
Daquilo bem lá.
É isto ou aquilo?
Não sei
Não termino
Quem pode, enfim
Sobre isto (ou aquilo) afirmar?

Figura

Mais um dia de Joe Edman.

Hoje é o dia do índio.

Dia de um forte cacique chamado Joe Edman.

Um amor de pessoa.

Fico feliz por estar perto dele nesses dias e agradeço por pertencer à sua geração…

Aproveito um texto do Carlinhos Veiga, para tentar definir o que esse homem significa para mim e complemento com minha impressão única logo abaixo:

“O tempo…
a amizade…
a vida…
a poesia…
a simplicidade…
o sorriso fácil…
a alegria espontânea…
a sensibilidade…
a paciência…
o desejo de ouvir…
a vontade de falar…
a inspiração para escrever…
a leveza…
o tato…
a percepção auditiva…
o olfato…”

Andar com Joe é conhecer os melhores sabores…
perceber as mais belas cores…
ouvir os melhores e mais refinados tons.
Conhecer lugares e cidades,
sites e textos,
poemas e ver o por do sol.
Cada dia é dia diferente… se ele está por perto.
É ficar parado, junto, vendo a lua…
E as nuvens passarem por ela.
Sentar num banquinho
Bem perto do mar.
É aprender a ter criticidade acurada
Ainda que seja para discordar dele: coisa não muito fácil.
Estar ao seu lado é dar gargalhadas
Ficar tão feliz
Só por estar ao seu lado…
Ele é meu melhor amigo,
meu irmão.
E vai ser assim para sempre se depender de mim.

Inteligências múltiplas e emocional…

Ainda éramos adolescentes quando chegou uma equipe de não sei onde convidando os melhores alunos da escola para fazerem um teste especial. Quem fosse aprovado iria ganhar uma bolsa para estudar em uma escola de modelo alemão, totalmente rica e especial, cheia de piscinas, quadras poliesportivas, salas de aulas climatizadas, biblioteca com vasto acervo e tudo de última geração.

Acredite! Essa escola existiu mesmo e meu irmão foi agraciado por ela recebendo educação ginasial (hoje fundamental e de nível médio) de primeira qualidade. Claro que esse meu irmão pagou o imenso preço emocional de ter de estudar longe de casa, enfrentar estudos aprofundados, atender às prerrogativas e exigências dos professores e ser, enfim, um fiel estudante. Pagou o preço (alto) e teve êxito chegando a galgar níveis muito interessantes do conhecimento e de realização profissional. Um verdadeiro mestre da escola e da vida.

Mas eu sempre me perguntei: ora, eu não fui bem nas provas de raciocínio lógico e não fui selecionada para aquele precioso prêmio. Então eu não sou inteligente.

Esse era (e ainda é em muitas escolas) o argumento que se utiliza para classificar pessoas e ao mesmo tempo menosprezá-las tanto em concursos, quanto em outras esferas da vida acadêmica.

Avaliar ganhou caráter classificatório, pontual e excludente devido às lutas pelo poder tão comuns nos espaços educativos. Há diversos estudiosos como Jussara Hoffmann, Celso Vasconcelos e outros que discutem a questão.

Mas quero pontuar uma outra esfera do assunto.

Depois do anúncio da Inteligências Múltiplas por Gardner e da Inteligência Emocional reconhecida pelo Daniel Goleman, os novos pedagogos formados no Brasil ficaram sonhando com a possibilidade de quebras de paradigmas por parte da escola no sentido de abandonar um pouco a valoração exagerada que se estabeleceu historicamente sobre o raciocínio lógico-matemático e da facilidade lingüística por parte dos ditos ‘melhores alunos’.

Hoje já se pode perceber algum indício de mudança, ao menos no âmbito de poucas escolas, mesmo assim ainda sinto a mudança vir muito lentamente… Com ocorre em todas as áreas.

Pelo menos a gente está num caminho interessante de ter de admitir que, embora o sujeito não tenha um QI alto conforme os antigos testes que se faziam nos espaços escolares e nos consultórios psicológicos, ele pode ser considerado como inteligente se for um músico, um pintor, um desenhista.
Ou pode também ter uma facilidade enorme para se localizar nos espaços, uma percepção especial para artes, como indicação de inteligência múltipla.

Ou ainda tiver facilidade de lidar com suas emoções e com as dos outros e ter muito sucesso na vida profissional e social, mesmo tendo sido um estudante de notas médias ou até baixas na escola.
Em suma: depois do Goleman e do Gardner nunca mais me senti menor que os superdotados da vida.

Imagem

Corinhos infantís

Fui criada numa igreja batista tradicional.

Sempre falo que fui musicalizada desde a barriga da minha mãe e é uma pena que não fui orientada a estudar com mais afinco algum instrumento além da voz.

Claro que não estudei tudo o que gostaria sobre canto, mas de vez em quando estou envolvida em alguma oficina, algum curso da área.

Gostaria hoje de compartilhar com vocês um pouco das primeiras musiquinhas que aprendi nas classes e coros infantis que participei desde o berçário.

As professoras se dedicavam a nos ensinar músicas que dariam um embasamento teórico acerca da Bíblia além de servir também para apontar caminhos ainda quando crescêssemos.

Todas as vezes, por exemplo, que vou falar algo que não deveria ser falado, me lembro: “cuidado, boquinha, com o que fala!”. E tenho de me calar porque se continuo falando é sempre um desastre.

Podem chamar de moralismo. Compreendam como desejarem. Eu só acredito que isso tudo acabou por me dar um certo norte para toda a vida.

Tentei classificá-las por temas.

Se alguém quiser enriquecer essa lista (incluindo Joe Edman, meu parceiro dessas minhas andanças), aceito.

Temas sobre o mar
Meu barco é pequeno
Meu barco é pequeno / Tão grande é o mar / Jesus segura minha mão. Ele é meu piloto / E tudo vai bem / Na viagem à Jerusalém. / Meu braço sem Cristo / Ao céu não irá – nas águas afundará / Mas quando Jesus o meu barco guiar / No céu para sempre hei de estar.
Duas casinhas junto ao mar
Duas casinhas junto ao mar / Mui bonitinhas ao olhar / Veio um terrível temporal / Que surgiu à beira-mar. / Brum! Brum! Brum! / O trovão roncou / O relâmpago fuzilou / Chuá, chuá, chuá! / Chuva assim caiu / E a casinha da areia ruiu. / Uma casinha resistiu / Mas a outra teve de ruir / Se sobre a rocha firme estás / Nada te fará cair…
Deus criou os peixes
Deus criou os peixes para o rio e o mar / Deus criou os peixes todos a nadar / Quando brincam n’água / Até o fundo vão / Vejam como brincam /Sem cuidado eles estão. / Um é pequenino / Outro é bem grandão / Um é bem magrinho / O outro é bem gordão! / Quando brincam n’água / Até o fundo vão / Vejam como brincam / Sem cuidado eles estão.
Pedro, Tiago, João no barquinho
Pedro, Tiago, João no barquinho / No mar da Galiléia. / Jogaram a rede / Mas não pegaram peixes / No mar da Galiléia / Jogaram a rede / Mas não pegaram peixe. / No mar da Galiléia. / Cristo mandou / que eles jogassem a rede / No mar da Galiléia. / Puxaram a rede / Veio cheia de peixinhos. / No mar da Galiléia.
Sobre o Amor de Deus
Sim, Cristo me ama…
Sim, Cristo me ama / A Bíblia diz assim / Yes, Jesus loves me / The bible tells me so / Sí, Cristo me ama. / La Bíblia dice así.
Por mim morreu Jesus
Por mim morreu Jesus / Cravado numa cruz / No monte do calvário / Por mim morreu Jesus
Cristo ama as crianças
Como eu, eu, eu. / Crianças como eu / Amam a meu Jesus / Cristo ama as crianças como eu, eu, eu. / Cristo ama os jovens como eu, eu, eu… /Cristo ama adultos como tu, tu, tu.
Compromisso com Cristo
Eu vou crescer
Eu vou crescer – 2x / Crescer, crescer, crescer / Crescer para Jesus / E quando eu estiver /Deste tamanho assim / Eu quero trabalhar para meu Jesus / Sem fim.
Cuidado, olho, boca, mão e pé!
Cuidado, olhinho, com o que vê! / Cuidado, olhinho, com o que vê! / O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, olhinho, com o que vê! Cuidado, boquinha, com o que fala! / Cuidado, boquinha, com o que fala! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, boquinha, com o que fala! Cuidado, mãozinha, no que pega! / Cuidado, mãozinha, no que pega! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, mãozinha, no que pega! Cuidado, olho, boca, mão e pé! / Cuidado, olho, boca, mão e pé! / O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, olho, boca, mão e pé!
O sabão
O sabão lava meu rostinho / Lava o meu pezinho / Lava a minha mão / Mas Jesus / Quer me deixar limpinho / Quer lavar meu coração / Quando o mal / faz uma manchinha / Eu sei muito bem / Quem poderá limpar / É Jesus – eu não o escondo nada / Tudo Ele pode apagar.
Sobre Psicomotricidade
As árvores balançam
As árvores balançam / Balançam, balançam / As árvores balançam / Balançam como a brisa. / A linda flor se inclina… / Se inclina, se inclina / A linda flor se inclina / Se inclina com a brisa. /
Os passarinhos voam / Sim, voam. Sim, voam. / Os passarinhos voam / Sim, voam como a brisa. /
As criancinhas pulam / Sim, pulam. / Sim, pulam. / As criancinhas pulam / Sim, pulam como a brisa.
Cabeça, ombro, joelho e pé…
Cabeça, ombro, joelho e pé / cintura, também….
Sobre família:
Família
Aqui mora alegre pessoal…
Aqui mora alegre pessoal / família bem original / o pai, a mãe, o irmão, a irmã, neném tão miudinho e gentil / neném tão miudinho e gentil. / Tão forte é o papai polegar / tão boa é a mãezinha do lar / o irmão é tão grande outro, outro irmão é menor / neném vamos nós embalar.

Culturas locais

Já que hoje estou sem inspiração para escrever vou usar textos do poeta português Fernando Pessoa e do russo Vladimir Maiakovski.

Os dois pontuam coisas que, para mim, são significativamente importantes do ponto de vista de nossa cultura e do desrespeito que mundialmente se instalou, depois da chamada globalização.

De forma velada as expressões populares têm sido destruídas em função de uma imposição externa forte o bastante para nos forçar a mudar nossas atitudes e transformar o que somos e temos no que eles querem que sejamos e tenhamos. Especialmente que ‘não tenhamos’.

Por essas questões as culturas de massa estão aí, vendendo produtos de uma indústria cultural poderosa e opressora sobre as culturas dos países pobres e não industrializados.

Nietzsche critica esse estado de coisas. Adorno também pontua essas questões quando sinaliza os desmandos da cultura alemã.

Cada um em sua época, gemendo sua dor. Dor tão pouco sentida pela população porque ela toda vai com a multidão. Como a música do Zeca que diz: “deixa a vida me levar.”

Pensar dá muito trabalho mesmo.

A gente vai tentando construir nossa cultura. Cada um em sua época, discutindo, e refutando ou aceitando as imposições das elites e dos poderes instituídos sobre as pessoas.

Voltando ao assunto, veja o que diz o Maiakovski em relação à postura de submissão e aceitação popular:

“Na primeira noite
Eles aproximam-se
E colhem uma Flor
Do nosso jardim
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem:
Pisam as flores
Matam o nosso cão,
E não dizemos nada.

Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.”

Depois dele temos nosso Fernando Pessoa que faz uma comparação entre o rio do Tejo, grande e famoso e o riozinho que corre pela sua aldeia.

Pessoa é de uma sensibilidade impressionante.

“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.”

Se quero contextualizá-lo hoje, para mim, Pessoa faz uma pertinente citação acerca da importância da riqueza local em contraponto à globalização exacerbada que não respeita as identidades locais estabelecidas. Desconstrói, enquanto valoriza algo que é seu (no caso, o rio da sua aldeia), o mito de que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a minha.

Obs.: Mito da grama verde
Figura 1
Figura 2

Crise do cacau e consequências…



Hoje estive conversando com uma pessoa muito especial lá no trabalho.

Vou poupar-lhe o nome já que não tenho sua permissão para torná-lo público.

Ficamos quase uma hora conversando sobre a vida, sobre os sustos que ela nos dá. Sobre a efemeridade dos acontecimentos, da própria vida e das incertezas que a permeia.

Basta passar os olhos rapidamente à nossa volta para se encontrar pasmado com a rapidez das mudanças.

Citamos alguns amigos que até ontem eram muito ricos e gozavam de plena saúde e beleza e agora estão pobres, doentes e/ou feios.

O fato é que mesmo sabendo que tudo o que o homem planta ele colhe, há certa irregularidade no curso da existência que tanto fascina quanto assusta.

Falamos sobre a arrogância e o poderio dos coronéis, dos tão ricos produtores de cacau que, há vinte anos – somente vinte anos! – se viram empobrecer.

Meu amigo tocou no fato de não perceber qualquer reação positiva frente à esta tão grande por meio desses fazendeiros muito menos pela nova geração, seus filhos.

Embora a CEPLAC se esforce para providenciar clonar mudas de cacau ou usar outros tipos de técnicas para dar-lhes mais resistência à praga designada “vassoura de bruxa” e, assim, modificar a situação desfavorável àqueles produtores, não há muito perspectiva de melhora à curto prazo, já que há outros pontos de produção no mundo que superam extraordinariamente nossa produção que já foi a segunda maior do mundo.

Simplificando: os antigos fazendeiros hoje são pessoas comuns, como nós, pobres mortais.

Houve muito desmando na época áurea desse fruto.

Aqueles homens ricos e famosos por sua produção de cacau chegavam a vir à Jequié, que era e ainda é a maior cidade dessa microrregião, comprar pão. Claro que eles vinham esnobar, gastar dinheiro em farras, mulheres e bebidas, mas o argumento dado às suas respectivas famílias era algo que indicava: “posso”.

É, amigos… O mundo anda, a Terra gira e não podemos garantir nada para os próximos minutos.

Enquanto isso a única alternativa que nos resta é viver.

Mas importa ter muito respeito ao meio ambiente, às pessoas e essencialmente cumprir reverência à vida.

Paixão pelo que é meu…

Ultimamente tenho sido convidada pela própria natureza a amar mais ainda as coisas lindas que estão ao meu redor.

E aprendi a admirar e olhar melhor a Barragem de Pedra, aqui de Jequié.

Como Joe Edman bem pontuou, parece uma paisagem européia. Mas é coisa nossa mesmo.

Que bom!

Foto: Joe apud Armentano.